Protegido: A nova do miúdo
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Com muito custo, o miúdo começou a comer (não foi agora, já faz uns dias).
Maçã (nacional), banana (nanica ou prata) bem madura, mamão papaya, até que ia mais ou menos. Mas legumes, nem pensar! Fazia vômito, careta, cuspia, e nada de papinha goela abaixo.
Até que um dia resolvi dar abóbora japonesa do meu prato mesmo, e o miúdo abriu o comedor de uma tal maneira, que eu fiquei pasma.
Agora come qualquer coisa, e bastante. Grãos, legumes, tubérculos, vai tudo - desde que esteja temperado! É tão gostoso fazer a comidinha dele, temperada de leve com alho, cebola, manjericão (ele ama!), e um fio de azeite extra-virgem.
A fruta preferida dele é maçã; o suco, de tangerina; e nas papinhas salgadas, além da abóbora japonesa, já experimentei arroz, feijão, inhame, mandioca, batata inglesa, ele gosta de tudo igualmente. Não gosta de cenoura amarela (mandioquinha, ou batata-salsa).
Dos líquidos, o preferido é água mesmo. Suco de tangerina está em segundo, e laranja em terceiro, e também abacaxi e caju.
Os cocôs estão cada vez mais cheirosos, um primor, a própria alma das floressss. O pai não troca a fralda nem fu.
Essa semana deu pra fazer caretas, franzindo o nariz e mostrando os quatro dentes e o projeto de mais dois. Está chato, pois; esses dentes não param de brotar!
Continua mamando de 5 a 8 vezes por noite, das 22 às 10. Eu não sei como consegui ter tanto leite até agora… - Aliás, sei sim. Nas crises de leite, quando a demanda aumenta e o menino suga-suga-suga, afofa e aperta o mamá e não sai nada, aqui vai minha dica infalível (tomara que pegue alguma desnorteada do google): Para aumentar a produção de leite, tomar um copo de suco de tangerina à noite, pouco antes de dormir. No outro dia, parece uma fonte jorrando.
Bão. E tem mais um punhado de gracinhas e novidades, claro, mas tempo é a única coisa que não muda, entretanto. Já lá está reclamando. Hora da banhoca.
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Por culpa dos florais, hoje desenterrei um defunto e joguei na frente do Lino, para apreciação.
Vou te contar, viu.
Só pra quem tem estômago forte.
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Sempre; eu disse, SEM-PRE olhe dentro do sapato antes de calçá-lo.
“Esse all star combina com meu tom de pélemmm.”
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Nunca me senti tão bem em TODA a minha vida. Honestamente. Recomendo.
Não devemos exigir a perfeição de nosso corpo, mente e alma. Apenas respeitá-los e ouvi-los, assim eles mostrarão o caminho para o aperfeiçoamento. Ser apenas nós mesmos. E encontrar a verdade, a certeza e a paz no silêncio do nosso coração.
(Edward Bach)
Obrigada, Dr. Bach.
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Venha de onde vier
Chegue de onde chegar
Toda maneira de amor vale a pena
Toda maneira de amor valerá
Lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá…
(toda essa inspiração deve ser da minha cachacinha do meu floral.)
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Vou dançar, cantar, TUDO o que eu quiser, ONDE eu quiser, QUANDO eu bem entender.
Sete anos de censura. CHEGA.
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Uma mulher olhava pro miúdo no carrinho, fazendo gracinha, e virou-se pra mim:
- Ele é de quem; seu?!?
- Sim, é meu.
- Mas ele é tão bonitinho…
¬¬
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Lendo sobre florais e pensando em lãs, lembrei que, na infância, eu chamava vermelho-escuro de bonina. Era uma das minhas cores preferidas, e continua.
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Repressão 500 mg.
Efeitos colaterais:
Tristeza, inércia e água na cabeça, que pode eventualmente transpor os canais lacrimais.
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Uma canção é lenha e pode consumir
uma paixão, um caso de amor
que o som das palavras vai traduzir
é rima simples e retém calor
se ilumina quando toca uma pessoa que se quer
bem perto da brasa do coração.
(Uma Canção, Lô Borges; do cd que a fofa da Bebel me deu de pura bondade e gentileza.)
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1. Quando você está com raiva ou se sentindo ressentido, como você expressa amor se, durante a infância, seus pais ou discutiam ou se omitiam para evitar discussões?2. Como é que você faz para que seus filhos o ouçam sem precisar gritar ou puni-los, se seus pais gritavam e o puniam para manter o controle?
3. Como é que você pede mais apoio se, mesmo enquanto criança, você se sentia repetidamente negligenciado e desapontado?
4. Como é que você se abre e compartilha seus sentimentos, se você tem medo de ser rejeitado?
5. Como é que você fala com seu parceiro se seus sentimentos dizem “Eu odeio você”?
6. Como é que você diz “Sinto muito” se, enquanto criança, você era punido por cometer erros?
7. Como é que você pode admitir seus erros, se você tem medo de punição ou rejeição?
8. Como é que você consegue demonstrar seus sentimentos se, enquanto criança, você foi repetidamente rejeitado ou julgado por estar aborrecido ou chorando?
9. Como é que você vai pedir o que quer se, enquanto criança, fizeram com que você repetidamente se sentisse errado por querer mais?
10. Como é que você vai pelo menos saber o que está sentindo, se seus pais não tinham tempo, paciência ou consciência de lhe perguntar como você estava se sentindo ou o que o estava aborrecendo?
11. Como é que você pode aceitar as imperfeições do seu parceiro, se, enquanto criança, você sentiu que deveria ser perfeito para ser merecedor de amor?
12. Como é que você pode ouvir os sentimentos dolorosos do seu parceiro, se ninguém ouviu os seus?
13. Como é que você pode perdoar, se não foi perdoado?
14. Como é que você pode chorar e curar sua dor e aflição se, enquanto criança, diziam-lhe repetidamente “Não chore” ou “Quando é que você vai crescer?” ou “Só bebês choram”?
15. Como é que você pode ouvir os desapontamentos do seu parceiro se, enquanto criança, fizeram com que você se sentisse responsável pela dor da sua mãe muito antes de você poder entender que não era responsável?
16. Como é que você pode escutar a raiva do seu parceiro se, enquanto criança, seu pai, ou sua mãe, descarregou a própria frustração deles em você gritando e sendo exigente?
17. Como é que você pode se abrir e confiar no seu parceiro, se as primeiras pessoas em quem confiou, na sua inocência, traíram você de alguma forma?
18. Como é que você vai comunicar seus sentimentos amorosa e respeitosamente, se você não teve dezoito anos de prática sem a ameaça de ser rejeitado ou abandonado?
(…)
Lendo as perguntas acima, você deve ter tido alguns sentimentos vindo à tona. Não desperdice essa oportunidade especial para se curar.
do brega, mas (às vezes) útil “Os homens são de Marte e as mulheres são de Vênus”, John Gray.
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É conosco mesmo.
Esses dias saiu “Racha Morta” ao invés de Marta Rocha - aquele pão com creme.
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“Quando uma mulher ama um homem, ela se sente responsável por assisti-lo em seu crescimento e tenta ajudá-lo a melhorar o modo como ele faz as coisas. Ela forma um comitê para o progresso da casa, e ele se torna seu foco principal. Não importa o quanto ele resista à sua ajuda, ela persiste - esperando por qualquer oportunidade para ajudá-lo ou dizer a ele o que fazer. Ela pensa que o está acalentando, enquanto ele sente que está sendo controlado.”
do brega, mas (às vezes) útil “Os homens são de Marte e as mulheres são de Vênus”, John Gray.
*num oferecimento da irmã da Zel.
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Um cachecol quase terminado, entre uma soneca e outra de um miúdo que acaba de ter mais um dentinho e o quarto vindo logo, vários emails bacanas pra responder, e o que me acontece?
Ósbio.
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Vou abrir um portal dimensional, que dá direto lá na minha casa portuguesa. Vou pegar couves no meu quintal, fazer um mingau e tomar quentinho, com as pernas cruzadas debaixo da mesa.
Depois vou ao Arrábida ver um filme bom, um filme que me faça rir, um filme que não seja de humor fácil e burro.
E depois vou pra Foz do Douro, sentar na escada, ver o quebrar das ondas láaa na frente, e assistir a lua e uma garrafa de Porto Ferreira mingarem na minha alma.
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Meu coração tá tiste.
Tiste e cansado.
Tiste, cansado e precisante de uma cumbuca de mingau de couve bem quentinho.
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Começou anteontem, quando tive uma crise de rinite alérgica, mas tinha muito serviço de casa por fazer, e acabei sobrecarregada.
Baixei a guarda, pronto: instalou-se uma gripe-carreta-descontrolada. Febre, ranho, suor, dor, lágrimas remelentas e um miúdo grudado em mim. Nem deu trabalho nenhum, tadinho, só ficou dia e noite coladinho em mim (mas coladinho mesmo, de dormir debaixo do meu suvaco!) Passou as duas noites acordando comigo assoando o nariz; ele me sorria e voltava a dormir.
Hoje, o que me acontece? Menstruei, claro.
(PS - Mulher Maravilha tem capa?…)
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O post do marido implicante me lembrou uma conversa que eu vi num blog por aí (detesto ter esquecido onde! Se alguém souber me diz):
“- Acho que ele me ama, mãe.
- Ah é? Por quê?
- Hoje ele chutou minha mochila.”
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Apareceu um fox paulistinha aqui em casa, muito doce, muito inteligente, e muito, mas muuuuito magro, tadinho…
Já faz quase uma semana, e a gente vem tratanto dele, mas temos dois problemas: o manda-chuva daqui de casa não quer o bichinho de jeito nenhum, e a gente já está procurando dono pras outras meninas, então…
Se souberem de alguém que quer um fox paulistinha, ou uma arraçadinha pequinesa, ou uma vira-lata muito doida e completamente onívora (inclui pedra, madeira, plástico e fralda descartável) mas meiga que só ela, me diz. Se for num lugar que dê pra ir e voltar no mesmo dia, a gente leva.
Depois coloco fotos.
(tes contei que estou sem ajudante para os lides do lar? então. e o tanto de email fofo pra responder?… meo deos.)
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Sabe aquela pessoa que, sabendo do seu ponto fraco, no momento (in)oportuno, te espezinha até começar a arrepiar a cacunda? Que te provoca até você começar a chorar? E que depois fica rindo da sua cara?
Senhoras e senhores, com vocês, meu marido.
(Ele tá perdido, porque eu sou bocó e não sei revidar nem responder, mas um dia eu vou acabar aprendendo. Ah, se vou.)
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A Daniela me mandou dois links ótimos, de um estudo sobre o mito da Medusa e sua relação com a depressão.
Nunca, gente, mas é nunca na minha vida eu li uma coisa que me servisse tanto:
(…)No entanto, parece tão simples reconhecer a crueldade dessas mães. Outro engano! A cultura judaico-cristã em que vivemos não admite a possibilidade de existir uma mãe má. O que apenas reforça a culpa e a dificuldade de reconhecimento da realidade. Reconhecer uma mãe-Medusa é a maior tarefa que se pode propor a alguém.
Estou postando o texto completo logo abaixo - tenho certeza que vai ser de grande valia pra mais alguém. Os negritos são meus.
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